Originalmente construído como um caminho em 1901, agora serve como aproximação ao Makinodromo, a famosa zona de escalada do pântano de El Chorro, em Málaga. A viagem é alucinante. Ponham o som e sintam os vossos sentidos todos :)
Cartão de Visita do Facebook
domingo, 20 de julho de 2008
quarta-feira, 16 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Bana fala da sua estadia no hospital
O antigo presidente Mário Soares e o edil de Lisboa, António Costa, são algumas das personalidades convidadas à homenagem ao cantor caboverdeano, meu compatriota, Bana, que acontece esta quinta-feira, pelas 18h00, no Palácio Foz, na capital portuguesa. No vídeo abaixo, Bana, fala da sua estadia no hospital quando esteve internado.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Caldeirada Portuguesa
ps.os burros são extremamente maltratados!!
Ana
Eu
Philipe
Numa das ruas de Noakchott
Hoje acordamos cedo e partimos em direcção ao mercado de peixe comprar peixes para a Ana que está a fazer a a investigação aqui na Mauritânia. Eu e o Philipe somos os seus assistentes. Ela teve de comprar dez peixes de cada espécie para tirar amostras dos músculos e da pele assim como recolher alguns otólitos (confesso que nunca tinha tirado um otólito a um peixe!). Bom depois disso a Ana e o Philipe fizeram uma caldeirada que serviu para toda a gente do Auberge du Sahara, divulgando assim a caldeirada portuguesa. Está claro que os convivas tiveram de comer de forma inusual porque caldeirada não dá mesmo para comer à mão. No mercado fiz um vídeo da entrada da piroga no mar quando parte para a pesca, que exprime a luta de um povo contra as agressividades do meio totalmente desértico em que vive e que felizmente detêm um dos mares mais ricos do mundo em peixes, mas até quando?
Hoje acordamos cedo e partimos em direcção ao mercado de peixe comprar peixes para a Ana que está a fazer a a investigação aqui na Mauritânia. Eu e o Philipe somos os seus assistentes. Ela teve de comprar dez peixes de cada espécie para tirar amostras dos músculos e da pele assim como recolher alguns otólitos (confesso que nunca tinha tirado um otólito a um peixe!). Bom depois disso a Ana e o Philipe fizeram uma caldeirada que serviu para toda a gente do Auberge du Sahara, divulgando assim a caldeirada portuguesa. Está claro que os convivas tiveram de comer de forma inusual porque caldeirada não dá mesmo para comer à mão. No mercado fiz um vídeo da entrada da piroga no mar quando parte para a pesca, que exprime a luta de um povo contra as agressividades do meio totalmente desértico em que vive e que felizmente detêm um dos mares mais ricos do mundo em peixes, mas até quando?
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Le Goudron a la Republique Islamique de Mauritanie
Após mais de duas semanas na Mauritânia, apercebo-me dos mecanismos deste país e das suas pulsões. Nada como deambular pelas ruas poeirentas e alcandorar o corpo num café, que bem pode ser o Café Tunisine na rua JFK, "vis-a-vis avec le Air France", o Petit Café, o Café du Libano ou outros mais que se tornam locais emblemáticos do chá ou de um "coca"(coca cola). O Auberge du Sahara onde pernoito e uso o wi-fi é um local (mais um estado de espírito) que se situa nos arredores de Nouackchott na estrada para o Norte, o "goudron" para Noadibou, que é a única estrada alcatroada (recente) que liga o país de norte a sul (do Sahara Ocidental ao Senegal). Encontro-me com estrangeiros que demandam o sul e alguns falam português, com pronuncia brasileira como o caso do suíço que trabalha 5 anos e viaja 4 por destinos com algum periculosidade. Ele não entendia nada do que eu dizia em português a não ser que falasse com pronuncia do nosso país irmão. A partir daí a comunicação era fluente e contou-me das suas viagens e ele mesmo perguntava-se a si próprio o porquê dessa demanda tão obsessiva em África se preferia a América latina...E muitos outros passam pelo Auberge du Sahara onde experienciei a minha primeira refeição sem talheres. Já percorremos toda costa da Mauritânia durante a maré baixa na procura de restos de golfinhos comuns que terão arrojado e fomos compensados com diferentes animais, nomeadamente uma baleia inteira. Hoje partimos para o Sul até Rosso, junto à fronteira do Senegal, onde tivemos uma experiência pouco interessante da última vez, quando já pela noite, o condutor que não conhecia a região sul perdera-se na fronteira no meio de um parque natural, mas a nossa sorte foi a de termos uma boa reserva de combustível suficiente água para uma orientação que durou pela noite adentro até visualizarmos o alcatrão que nos levava de novo às luzes de qualquer vilarejo. Vamos pela estrada e voltamos pela praia. Há muitos pontos de controle ao longo da estrada por polícias armados de kalashnikovs (algumas muito antigas) desde que degolaram os turistas franceses em que esse episódio cancelou o Ralli Lisboa-Dacar. Tirar fotografias das pessoas só muito discretamente e ainda não me esqueci de quando fotografei duas cabras enfiadas em sacos em cima de um carro e um polícia dirigiu-se a mim de maneira inquisitiva se eu tinha autorização para fotografar. Limitei-me a dizer que só fotografei as cabras e parti. Há dois dias estivemos no Banc d'Árguin com o conselheiro científico dessa enorme e admirável reserva que é do tamanho da Gâmbia. É um biólogo português que tem feito um admirável trabalho. A Mauritânia deve ter o mar mais rico em peixe do mundo por causa do permanente "uploading" das correntes trazendo nutrientes mas a quantidade de países que pescam diariamente nestas águas já fazem sentir a capacidade humana de de delapidação nestas águas. Nouakchott é uma cidade com segredos, e só assim se consegue viver num sistema de tão rígidas regras como o da República Islâmica da Mauritânia. :)
quarta-feira, 28 de maio de 2008
O Aventureiro Motard
Em Nouakchotte estou hospedado no Auberge do Sahara, que é um sítio por onde passam muitos aventureiros que demandam paragens mais a sul. Num desses dias tive a sorte de encontrar este francês que todos os anos faz sozinho França-Dakar-França em 18 dias. Aqui ficam as imagem e um pequeno filme deste nosso encontro. No Auberge montamos os crâneos dos golfinhos comuns que encontramos nas nossas buscas e a primeira abordagem biométrica foi mesmo no alpendre onde instalamos os computadores e os livros, numa imagem que sempre sonhei um dia partilhar. Noutra imagem estou às portas do mercado mais confuso de Nouakchott, só que num fim de semana (que aqui é sexta e sábado, porque domingo é dia de trabalho) e por isso tinha menos movimento.
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