Cartão de Visita do Facebook

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Caldeirada Portuguesa

Peixe no mercado
na praia em frente ao mercado
miúdo contempla o mar
corria atrás dos outros
O meio de transporte mais barato e vulgar de Nouakchott
ps.os burros são extremamente maltratados!!
Ana
Eu
Philipe

Numa das ruas de Noakchott


Eu e o Philipe na sala comum do Auberge
A Caldeirada



Hoje acordamos cedo e partimos em direcção ao mercado de peixe comprar peixes para a Ana que está a fazer a a investigação aqui na Mauritânia. Eu e o Philipe somos os seus assistentes. Ela teve de comprar dez peixes de cada espécie para tirar amostras dos músculos e da pele assim como recolher alguns otólitos (confesso que nunca tinha tirado um otólito a um peixe!). Bom depois disso a Ana e o Philipe fizeram uma caldeirada que serviu para toda a gente do Auberge du Sahara, divulgando assim a caldeirada portuguesa. Está claro que os convivas tiveram de comer de forma inusual porque caldeirada não dá mesmo para comer à mão. No mercado fiz um vídeo da entrada da piroga no mar quando parte para a pesca, que exprime a luta de um povo contra as agressividades do meio totalmente desértico em que vive e que felizmente detêm um dos mares mais ricos do mundo em peixes, mas até quando?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Le Goudron a la Republique Islamique de Mauritanie


Após mais de duas semanas na Mauritânia, apercebo-me dos mecanismos deste país e das suas pulsões. Nada como deambular pelas ruas poeirentas e alcandorar o corpo num café, que bem pode ser o Café Tunisine na rua JFK, "vis-a-vis avec le Air France", o Petit Café, o Café du Libano ou outros mais que se tornam locais emblemáticos do chá ou de um "coca"(coca cola). O Auberge du Sahara onde pernoito e uso o wi-fi é um local (mais um estado de espírito) que se situa nos arredores de Nouackchott na estrada para o Norte, o "goudron" para Noadibou, que é a única estrada alcatroada (recente) que liga o país de norte a sul (do Sahara Ocidental ao Senegal). Encontro-me com estrangeiros que demandam o sul e alguns falam português, com pronuncia brasileira como o caso do suíço que trabalha 5 anos e viaja 4 por destinos com algum periculosidade. Ele não entendia nada do que eu dizia em português a não ser que falasse com pronuncia do nosso país irmão. A partir daí a comunicação era fluente e contou-me das suas viagens e ele mesmo perguntava-se a si próprio o porquê dessa demanda tão obsessiva em África se preferia a América latina...E muitos outros passam pelo Auberge du Sahara onde experienciei a minha primeira refeição sem talheres. Já percorremos toda costa da Mauritânia durante a maré baixa na procura de restos de golfinhos comuns que terão arrojado e fomos compensados com diferentes animais, nomeadamente uma baleia inteira. Hoje partimos para o Sul até Rosso, junto à fronteira do Senegal, onde tivemos uma experiência pouco interessante da última vez, quando já pela noite, o condutor que não conhecia a região sul perdera-se na fronteira no meio de um parque natural, mas a nossa sorte foi a de termos uma boa reserva de combustível suficiente água para uma orientação que durou pela noite adentro até visualizarmos o alcatrão que nos levava de novo às luzes de qualquer vilarejo. Vamos pela estrada e voltamos pela praia. Há muitos pontos de controle ao longo da estrada por polícias armados de kalashnikovs (algumas muito antigas) desde que degolaram os turistas franceses em que esse episódio cancelou o Ralli Lisboa-Dacar. Tirar fotografias das pessoas só muito discretamente e ainda não me esqueci de quando fotografei duas cabras enfiadas em sacos em cima de um carro e um polícia dirigiu-se a mim de maneira inquisitiva se eu tinha autorização para fotografar. Limitei-me a dizer que só fotografei as cabras e parti. Há dois dias estivemos no Banc d'Árguin com o conselheiro científico dessa enorme e admirável reserva que é do tamanho da Gâmbia. É um biólogo português que tem feito um admirável trabalho. A Mauritânia deve ter o mar mais rico em peixe do mundo por causa do permanente "uploading" das correntes trazendo nutrientes mas a quantidade de países que pescam diariamente nestas águas já fazem sentir a capacidade humana de de delapidação nestas águas. Nouakchott é uma cidade com segredos, e só assim se consegue viver num sistema de tão rígidas regras como o da República Islâmica da Mauritânia. :)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O Aventureiro Motard

















Em Nouakchotte estou hospedado no Auberge do Sahara, que é um sítio por onde passam muitos aventureiros que demandam paragens mais a sul. Num desses dias tive a sorte de encontrar este francês que todos os anos faz sozinho França-Dakar-França em 18 dias. Aqui ficam as imagem e um pequeno filme deste nosso encontro. No Auberge montamos os crâneos dos golfinhos comuns que encontramos nas nossas buscas e a primeira abordagem biométrica foi mesmo no alpendre onde instalamos os computadores e os livros, numa imagem que sempre sonhei um dia partilhar. Noutra imagem estou às portas do mercado mais confuso de Nouakchott, só que num fim de semana (que aqui é sexta e sábado, porque domingo é dia de trabalho) e por isso tinha menos movimento.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Casablanca

O avião à hélice que partiu da Portela para Casablanca
No exterior do aeoporto de Casablanca

No hotel de passagem
a bandeira portuguea no hotel
a piscina do hotel que não vou ter tempo d eexperimentarno quarto ;)

Já cheguei à Casablanca e devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido pelo modernismo do aeroporto. Em Lisboa, antes de embarcar experimentei pela primeira vez o meu passaporte electrónico, ou seja, quem me identificou foi uma máquina que me fotografou e comparou com os dados biométricos que estão no passaporte. Estou neste momento num hotel que fica nos arredores de Casablanca, muito agradável, e por isso como a viagem é só à noite, vou dar um giro até Casablanca e principalmente comprar uns óculos escuros porque deixei os meus inadvertidamente dentro do meu carro, porque no deserto o Sol é impiedoso. Ah, no quarto do hotel esta uma cópia do cartaz de "Casablanca"...Ficam as fotos ;)

domingo, 18 de maio de 2008

Lisbon


Amanhã parto logo cedo e já é quase meia noite. Pernoito no Ibis José Malhoa em Lisboa e lá ao longe as luzes da cidade perdem-se no meu horizonte visual. Amanhã há outra paisagem para lá dos meus olhos e no outro dia será diferente. Casablanca all day long. depois parto para Nouakchott onde vou chegar às 2 da manhã. Hei de procurar um taxi numa cidade que desconheço em absoluto e num francês comunicável pedirei para me levar á Route de Nouadibou para o Auberge Sahara que fica uns minutos fora da cidade , em pleno nas areias do Sahara. Inch Allá!

As vacinas em dia


Após uma consulta do viajante, recebi as vacinas contra a febre amarela, a febre tifóide e a vacina contra o tétano que estava já em falta e além disso comecei a prevenção semanal contra a malária com o Mephaquim. Prometi a mim mesmo que amanhã começo a fazer a lista da partida. Areia, mar e deserto ao pé. Um mundo exótico. São três semanas a trabalhar arduamente e a aprender, mas prevejo muiiito interessantes. Já disponho de alguns contactos no terreno e já marquei o bilhete na air marroc. O giro é que vou fazer uma escala técnica em Casablanca e a companhia aérea paga-me o hotel e as refeições durante esse dia porque o avião para Nouakchott será por volta da meia noite. Preferia Marraquexe. Adoro Marraquexe. Mas a aventura está á espreita em cada esquina, e pode acontecer mesmo no bairro Norton de Matos ou na Rua da Condeixinha ;)

Objectivo Nouakchott


Em poucos dias, e após acidentalmente percorrer o newsgroup marmans e ter respondido a um pedido de voluntário como assistente de investigador na Mauritania para a Univ de Barcelona em que o leitmotiv liga-se aos golfinhos começa aqui o diário da minha grande demanda nas areias do sahara da Mauritania. E tudo começa com a corrida para conseguir o visto que foi obtido após esforço algures em Corroios. E daqui a aventura começa desde a terra lusitana :)